No mês de novembro voltamos a atenção para a saúde do homem, sim esses “guris” como chamamos de onde venho, que costumam não serem tão cuidadosos quando o assunto é médico e exames de rotina!
De acordo com as estatísticas homens tem menor expectativa de vida do que as mulheres. Eles morrem mais e mais cedo porque apresentam maior incidência de comportamentos de risco como: tabagismo, elitismo, direção ofensiva, etc. Mas, também, porque não têm uma rotina de realização de consultas médicas como as mulheres que anualmente vão ao ginecologista.
É preciso modificar essa realidade, pois muitas doenças e alterações metabólicas poderiam ser detectadas durante o processo de envelhecimento, sendo tratadas precocemente e assim, evitar o surgimento de doenças. Na área esportiva, chamo a atenção para a importância do diagnóstico da Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino, o DAEM.
Você já ouviu falar em um hormônio chamado Testosterona? Ele é um hormônio fabricado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários e glândulas suprarrenais da mulher. Tem importantes funções anabólicas e androgênicas. Ele atua principalmente sobre as zonas de crescimento dos ossos, influencia o desenvolvimento de praticamente todos os órgãos do corpo humano, é o responsável pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas (órgãos sexuais, produção de espermatozoides, pelos, barba, voz, etc.) e tem impacto direto na distribuição da gordura corporal, dando a nítida diferença entre a silhueta masculina e feminina. A testosterona é fundamental tanto para homens como para mulheres!
Quando os níveis de testosterona estão alterados, os homens e mulheres podem apresentar sintomatologia importante. Como estamos no novembro azul, vamos falar sobre os impactos no sexo masculino. Homens com redução de testosterona podem apresentar: falta de libido (aquela vontade de namorar!), bem como redução na potência e tempo de ereção; podem perceber o acúmulo de massa gorda ao redor dos órgãos abdominais, com o aumento da circunferência do abdome; e, a perda severa de massa muscular (sarcopenia). Enfim, a redução de testosterona implica em um envelhecimento do metabolismo masculino.
Para prevenir a falta de testosterona no envelhecimento é necessária uma alimentação adequada, principalmente rica em verduras, legumes e frutas; além do treinamento de força de forma regular que estimula o crescimento muscular; Outro ponto a se destacar no controle da testosterona é o estresse e ansiedade. Estes estados emocionais aumentam a secreção do cortisol, hormônio contrarregulador da testosterona, reduzindo a sua secreção. Portanto, quem leva uma vida mais saudável e regula melhor o humor, tende a ter menores alterações na secreção de testosterona durante o envelhecimento.
Contudo, mesmo com o estilo de vida mais saudável, existe a tendência metabólica da redução de testosterona a cada década de vida, principalmente após os 50 anos de idade.
Como tratar a falta de testosterona?
A falta de testosterona é diagnosticada por exames laboratoriais e sinais clínicos. Para os pacientes que apresentam sintomas que implicam na redução da qualidade de vida, é interessante que possamos utilizar o hormônio de forma exógena, sintética, para que o metabolismo consiga permanecer funcionando adequadamente. Benefícios da modulação hormonal para os pacientes que tem testosterona baixa, são muitos, entre eles: restauração de massa óssea, melhora da força muscular e composição corporal, restauração da libido e função sexual.
@dra.clarissa_rios
